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Significado de Pleonasmo

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O Pleonasmo é uma figura de linguagem usada para intensificar o significado de um termo através da repetição da própria palavra ou da ideia contida nela. Consiste em uma redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.

Exemplos de Pleonasmo:
"E rir meu riso e derramar meu pranto."
"Vi com estes meus olhos que a terca há de comer."
"Vou matá-lo com estas minhas mãos."
"A mim, enganaram-me todos. "
"Ao pobre nada lhe peço, ao rico nada lhe devo."
"Médica, ela nunca o será."
"Chorou um choro de profundo lamento."


O que é o Pleonasmo vicioso
Trata-se da repetição desnecessária de algum termo ou ideia na frase. Essa não é uma figura de linguagem, e sim um vício de linguagem.

Exemplos de Pleonasmo Vicioso:
"Entrar para dentro."
"Sair para fora."
"A brisa matinal da manhã." 

Questões relativas ao uso de Pleonasmo:

1) Pleonasmo é uma figura de linguagem que tem como marca a repetição de palavras ou expressões, aparentemente desnecessárias, para enfatizar uma ideia. No entanto, alguns pleonasmos são considerados vícios de linguagem por informarem uma obviedade e não desempenharem função expressiva no enunciado. Considerando esta afirmação, assinale a alternativa que possui exemplo de pleonasmo vicioso.

Resposta:  e) O termo usado tirou para fora é um Pleonasmo Vicioso.

2) A respeito da identificação do sujeito do texto com um “pleonasmo”, podemos afirmar que se trata de uma figura de linguagem cujas características apontam para:
a) a redundância e a repetitividade.
b) a insegurança e o excesso.
c) a circunspecção e a introversão. 
d) o talento e a comodidade.

Resposta: a) redundância e a repetitividade.

3) A expressão que apresenta um pleonasmo na correspondência é:
a) então.
b) além disso.
c) rogamos que.
d) reiterar outra vez.
e) casualmente.

Resposta: d) Reiterar outra vez.  

Zeugma

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O que é Zeugma?

É a omissão de um termo já citado anteriormente, em geral verbo.
Ou seja consiste na supressão, em orações subsequentes, de um termo expresso na primeira
É um tipo de Elipse.

Exemplos:
Pedro me ama; José também. (me ama)
Ele primeiro foi ao cinema, depois, ao teatro. (foi ao teatro)

Em "depois, ao teatro", não se repetiu a forma verbal "foi", expressa na primeira oração ("Ele primeiro foi ao cinema").

Catacrese

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O que é a Figura de Linguagem Catacrese: É todo emprego impróprio de uma palavra ou expressão, por esquecimento ou ignorância do seu étimo ou da sua origem.

Exemplos de Catacrese:
embarcar num avião  /  (embarcar = tomar barca)
marmelada de chuchu / (marmelada = doce de marmelo)
ferradura de prata / (ferradura = peça de ferro)
ganhar mesada semanal / (mesada = pagamento por mês)


Modernamente ainda se consideram como catacreses as metáforas que, pelo uso constante, perderam valor estilístico e se formaram graças à semelhança de forma existente entre os seres. Estão nesse caso:

pé de mesa, 
braço de rio, 
pena de metal, 
botão de camisa, 
boca de estômago, 
cabeça de alfinete, 
dente de pente, 
pé de goiaba, 
costa brasileira, 
coração da cidade, 
pé de meia, 
boca de forno, 
folha de papel, 
boca de poço, 
mão de direção, 
barriga da perna, 
cabelo de milho, 
dente de alho, 
boca de túnel 
e braço da cadeira.

Exemplos os quais são muito cobrados em concursos públicos atuais.

Significado de Catacrese de acordo com o dicionário:

s.f. Retórica Figura pela qual uma palavra se emprega com sentido desviado da natural significação, por falta de uma palavra própria: embarcar num trem; folha de papel; enterrar uma agulha na pele. (A catacrese baseia-se em processo semelhante ao da metáfora.)

Fonte diciónario: dicio.com.br
Fonte Conceito de catacrese: Novíssima gramática ilustrada Sacconi

Ambiguidade

exemplos de ambiguidade



Figura de Linguagem Ambiguidade:  Palavras com duplo sentido.


 



Significado de Ambiguidade de acordo com o Dicionário:

s.f. Qualidade daquilo que possui ou pode possuir diferentes sentidos, do que é incerto ou indefinido; natureza do que é ambíguo.
Linguística. Duplicidade de sentidos; característica de alguns termos, expressões, sentenças que expressam mais de uma acepção ou entendimento possível: a ambiguidade faz parte da poesia.
Gramática. A ambiguidade é muito utilizada na linguagem poética ou literária, mas deve ser evitada em alguns tipos textuais.
Filosofia. Dualidade profunda de um termo, de uma proposição ou de uma situação.

É importante também destacar o papel da pontuação. Compare a frase "Só você não conseguirá a resposta" com "Só, você não conseguirá a resposta". Parecem iguais. As palavras são as mesmas, a ordem das palavras é a mesma, mas a vírgula faz a diferença. Na primeira, "só" significa "apenas"; na segunda, "sozinho/a".


Exemplos de frases ambíguas:

Exemplo 1
 A mãe pegou o filho correndo na rua.

Quem corria? A mãe ou o filho?

A mãe pegou o filho que corria na rua.

Exemplo 2 
Encontrei seu diretor e resolvemos fazer uma reunião em seu escritório às 15h.

 De quem era o escritório?Da pessoa que fala ou do chefe dela?
 
O escritório era da pessoa com quem se estava falando ou do chefe dela?

Exemplo 3
Ao saber que um sobrinho havia levado uma mordida, minha mulher perguntou: 
"Afinal,quem mordeu o Pedro?" A resposta foi imediata: "Foi a cachorra da namorada do João neurótica."

(Quem mordeu o Pedro foi:
1. a cachorra, que é neurótica e pertence à namorada do João?
2. a cachorra, que pertence à namorada neurótica do João?
3. a namorada do João, que, além de ser uma "cachorra", é uma neurótica? )
exemplos de ambiguidade
Manuel Bandeira, poeta maior, escreveu um texto chamado "Poema só para Jayme Ovalle". Para um poema cujo tema é essencialmente a solidão, o título é intencionalmente ambíguo. No poema de Bandeira, "só" pode referir-se a "poema" ("poema solitário", por exemplo) ou a "Jayme Ovalle" ("poema feito exclusivamente para Jayme Ovalle", por exemplo).

O que é Antonomásia

O que é Antonomásia
Antonomásia é uma figura de linguagem na qual substituímos um nome / substantivo por uma expressão que lembre um aspecto seu, uma qualidade ou uma característica.

É também um tipo de metonímia:
basicamente a substituição de um nome por outro, que carregue, é claro, uma ligação com o anterior.

Certamente que as expressões utilizadas
em lugar dos nomes indicam claramente algo que todos reconhecem como sendo típico daquela pessoa, e que os leitores / ouvintes possam identificar a pessoa referida por esses termos.

Há termos que se tornam referências culturais, tanto em literatura quanto em religião ou música, segue os exemplos:

O Pai > Deus

O Filho de Deus > Jesus Cristo

O Rei do Rock > Elvis Presley

O Rei do Pop > Michael Jackson

O Rei do Futebol > Pelé

A Alegria do Povo > Garrincha

O Fenômeno > Ronaldo Nazário

O Baixinho > Romário

O Canhota de Ouro > Gérson

Diamante Negro > Leônidas da Silva

O Príncipe Etíope > Didi

O Furacão da Copa (de 1970) >
Jairzinho

A Laranja Mecânica > Seleção da
Holanda

Seleção Canarinho > A Brasileira

A Fúria > Seleção Espanhola

A Voz > Frank Sinatra

O Rei da Voz > Francisco Alves

O Rei do Baião > Luiz Gonzaga

O Rei > Roberto Carlos

Metáfora

O que é Metáfora:

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Metáfora é uma figura de linguagem em que há o emprego de uma palavra ou uma expressão, em um sentido que não é muito comum, em uma relação de semelhança entre dois termos. 


Metáfora é um termo que no latim, "meta" significa “algo” e “phora” significa "sem sentido". Esta palavra foi trazida do grego onde metaphorá significa "mudança" e "transposição".
Metáfora é a comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma comparação abreviada em que o verbo não está expresso, mas subentendido. Por exemplo, dizer que um amigo "está forte como um touro". Obviamente que ele não se parece fisicamente com o animal, mas está tão forte que faz lembrar um touro, comparando a força entre o animal e o indivíduo.

Leia esses versos de Chico Buarque:

“Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira”.

Observe que o eu lírico mantém uma relação de similaridade entre os termos “boca” e “cadeado”, de modo que as características do “cadeado” (fechado) sejam atribuídas à “boca”. O mesmo ocorre entre os termos “corpo” e “fogueira” (ambos são quentes).
Existe aqui uma transferência da significação própria de uma palavra, no caso aqui “cadeado” e “fogueira”, para outra significação quem lhe convém graças a uma comparação existente no espírito do autor, ou seja, acontece de maneira implícita. A isso chamamos metáfora.


(IMPORTANTE= Não podemos confundir Metáfora com Comparação, quando a conjunção comparativa COMO vier explícita no termo trata-se de uma comparação. )

Veja os exemplos de comparação pela simples inclusão da conjunção comparativa. 
 “Sua boca é como um cadeado (comparação)
E meu corpo é como uma fogueira”.(comparação)

Veja outros exemplos de metáfora:

“O samba é o pai do prazer
O samba é filho da dor”.
(Caetano Veloso)
Nesses versos, o poeta faz referência a duas informações inerentes ao samba. Como “pai do prazer”, refere-se ao espírito festivo e contagiante que envolve a dança; como “filho da dor”, remete-nos a refletir sobre a origem do ritmo, dando ênfase ao sofrimento da raça negra desde o primeiro contato com o homem branco.
Os versos a seguir, de Cecília Meireles, apresentam um tipo diferente de metáfora:

“Pelos vales de teus olhos
de claras águas antigas
meus sonhos passando vão”.
Neste caso, “águas” e “vales” mantém uma relação de similaridade, fazendo-nos entender que os olhos de quem o eu lírico se refere estão marejados de lágrimas. Nesse caso, a metáfora aconteceu por substituição, ou seja, o vocábulo “águas” foi empregado no lugar de “vales”, evitando a repetição e adicionando mais um sentido a ela.
Em suma, metáfora é a figura de linguagem que consiste em empregar uma palavra num sentido que não lhe é comum ou próprio, numa relação de semelhança entre dois termos.


Fontes
CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Literatura Brasileira em diálogo com outras literaturas. 3 ed. São Paulo, Atual editora, 2005, p.35-6.
PIRES, Orlando. Manual de Teoria e Técnica Literária. Rio de Janeiro, Presença, 1981, p. 101.
SAVIOLE, Francisco Platão. Gramática em 44 lições. 15 ed. São Paulo, Ática, 403-4.

Sinestesia - Figura de linguagem

Leia este trecho de uma obra de Mário de Andrade:
“Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com gosto de mato longe, meio baunilha, meio manacá, meio alfazema”.
No período acima, Mário misturou diferentes tipos de sensações: visuais, olfativas e gustativas. A isso chamamos sinestesia, figura de palavra que consiste em agrupar e reunir sensações originárias de diferentes órgãos do sentido: visão, tato, olfato, paladar e audição.
Veja este outro exemplo:
“O sol de outono caía com uma luz pálida e macia”.
Neste caso, “pálida” e “macia” reúnem sensações de visão e tato, respectivamente. O uso dessa figura de expressão, além de embelezar o texto, amplia o sentido do termo a que se refere. O uso destes adjetivos nos faz ter uma melhor idéia desse tipo de luz solar: fraca, aconchegante, agradável.